<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753</id><updated>2011-04-21T21:38:28.543-07:00</updated><title type='text'>Mamutes Milimétricos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-113156545149398146</id><published>2005-11-09T11:34:00.000-08:00</published><updated>2005-11-09T11:44:11.510-08:00</updated><title type='text'>Diário de Bordo (Guaíra /PR) - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[Porto Alegre, 14 de Setembro de 2005]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ue frio tem feito ultimamente. E que chuva mais chata. A impressão que dá é de que estamos virando sapos. Há dias que não vejo o sol. Na noite de quarta, não poderia ser diferente: chuva. As mochilas já estavam prontas, e aquele dia chuvoso por mais feio que fosse, para mim era lindo. Um dia especial, como os dias ensolarados nos bosques dos filmes da Disney. Quais os motivos da felicidade? Eu viajaria naquela noite. Adoro viajar. O simples ato de preparar a bagagem, colocá-la nas costas e embarcar pra qualquer lugar, me faz sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era uma viagem comum. Viajaria para um lugar desconhecido, a cidade de Guairá, oeste do Paraná – onde por força do destino e das necessidades mundanas do sustento, meu pai foi morar com meu irmão. Não vejo essa dupla desde o outro ano. Sinto muito à falta deles aqui comigo. Como se não bastasse, &lt;strong&gt;viajaria com minha melhor companhia&lt;/strong&gt;, a única pessoa capaz de entender e acompanhar as minhas viagens, Desirée. Ela toda nervosa conheceria meu pai e irmão pessoalmente – já que o MSN encurta as barreiras impostas pela distância. Alem do fato de viajar pra rever meu pai e irmão, na companhia dos meus sonhos, viajaria no dia em que comemoro mais um mês de namoro. Sim, aquele era um dia lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos bastante tempo antes do horário do embarque. Queria evitar atropelos e despedidas apressadas. Acabamos mofando na rodoviária até as 21 horas. Ficamos apreensivos quanto ao ônibus. Passaríamos cerca de 12 horas viajando até a cidade de Cascavel (onde pegaríamos outro ônibus), então queríamos um ônibus bom, com acentos confortáveis e em bom estado de conservação. E lá estava: Box 46 – POA / Cascavel – 21h. Nada mal. As mochilas grandes ficaram no bagageiro. Subimos apenas com duas mochilas pequenas com o essencial: dinheiro, documentos, óculos de grau e de sol e guloseimas, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus era bacana, tinha acentos bons, era novinho, tinha tevês equipadas com dvd. Um filme agoniante começou tão logo o ônibus partiu da rodoviária. Não lembro o nome, mas era a história de um cara que foi conhecer os pais da namorada. Sugestivo hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos conversando até pegarmos no sono. Quando abri os olhos o ônibus andava devagar, anunciando que pararia em algum lugar. Recolhi a babinha furtiva no canto da boca, apertei os olhos e acordei minha parceira. &lt;strong&gt;O motor pára, o motorista abre a porta do salão de passageiros e anuncia:&lt;/strong&gt; Carazinho, vinte minutos para a janta. Haviam se passado quatro horas e eu nem tinha percebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina dos postos de parada é basicamente a mesma: suspiros, bocejos, o clect-clect das articulações dando sinal de vida, xixi, pastel, refrigerante, chiclet. Sempre fui apaixonado pelos postos de parada. Tenho vaga lembrança de um super legal na cidade de Itu em São Paulo. Mas hoje, pra ser sincero, nem sei se já estive lá, ou se é coisa da minha imaginação. Havia chocomilk com garrafinha de vidro, pastel, lápis e bugigangas gigantes. Mas isso quase todos os postos de parada na beira da estrada têm. Pode ser só uma nuvem na minha lembrança. Não sei explicar. Anos mais tarde me habituei de ver o posto do Japonês das idas ao Beto Carreiro World, depois nas idas à Ilha do Mel e posteriormente nas visitas à Maringá. Ou o sonho recheado do bar Italians na ida à Cruz Alta. Mas aquele caminho, não conhecia. E naquela rota, pelo visto não veria nenhuma das cidades que conheci pela janela do ônibus nos últimos 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de voltar para a estrada. Subi os degraus do ônibus seguindo a Desirée. &lt;strong&gt;Olhei ao redor: puxei-a pela blusa. Estávamos entrando no ônibus errado.&lt;/strong&gt; Nosso ônibus era um parecido, que estava do outro lado da estação. Por pouco não vamos parar em um outro lugar qualquer, que não o nosso destino. Coisas passíveis de acontecer, á quem viaja de madrugada e se deixa levar pelo sono. Já no ônibus certo, nos aninhamos um no outro e dormimos nas sete horas restantes da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Algum lugar, 15 de Setembro de 2005]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol aparecia tímido na janela do ônibus &lt;strong&gt;[o SOL, sim, ele ainda existia, mas pelo visto tinha esquecido as coordenadas do Rio grande do Sul],&lt;/strong&gt; e me despertou perto das oito da manhã. Lembrei de uma antiga constatação em viagens de longa distância: o melhor soninho, é aquele nas manhãs nubladas entre seis e oito da manhã. Logo a De já estava acordada e via minha ansiedade. A previsão de chegada em Cascavel era 8h20. Mais vinte minutinhos e estaríamos  mais perto. Perto de iniciar o estágio dois da viagem. Então percebi como era longe. A paisagem se repetia. Eram campos e mais campos amarelos de soja, às vezes aparecia uma terra vermelha nua, mas logo o “amarelo soja”  tomava conta da cena. &lt;strong&gt;Amarelo, amarelo, estrada, árvores, mato e nada da cidade... 8h15 amarelo, mato, asfalto, árvores, carros, caminhões, 8h32 e nada de cidade. Meu coração estava na boca,&lt;/strong&gt; nossa segunda passagem, de Cascavel á Guaíra estava marcada para 8h45. Comecei a imaginar que o vendedor de passagens de Porto Alegre havia se enganado nos vendendo passagens com horários errados, ou que havia acontecido algo com o ônibus durante a noite, ocasionando o atraso, ou o motorista havia descuidado de dobrar em alguma curva e estávamos perdidos, 8h49. Do nada surge uma rodoviária. Estico o pescoço pra todos os lados procurando nas placas dos estabelecimentos comerciais na margem da estrada algo que me dissesse onde eu estava. Cascavel, aqui estava. Mais que depressa pegamos nossas mochilas e corremos ao motorista assim que ônibus estacionou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Moço, moço, nosso ônibus... era as 8h45. Precisamos das bagagens pra embarcar no outro. &lt;br /&gt;Com toda calma do mundo ele disse: - Calma o ônibus de vocês está atrasado. As estradas são ruins e ele sempre atrasa. Alem disso, temos uma norma de um sempre esperar o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos restava era esperar. Estávamos quase lá. Xixi, articulações “estralandas”, Rufles, fotos e as 9h20 nosso ônibus partiu rumo a Guaíra.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Cascavel /PR  - 15 de Novembro – Embarque Round 2 ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram nove e vinte da manhã quando me joguei na poltrona confortável do ônibus na rodoviária de Cascavel para a segunda parte da viagem até Guaíra. Havia ligado de lá para meu pai, que a essa altura do campeonato já estava alerta nos esperando. A previsão era mais três horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus estava vazio, deixei a Desirée um banco e deitei no banco da fileira ao lado. Fiquei ouvindo um disco do Jack Johnson e reparando na paisagem. Volta e meia era sacudido pelos solavancos que o expresso Guaíra dava ao trafegar pelo asfalto banguela da estrada. Naquela hora tudo que eu mais queria era chegar.&lt;br /&gt;Por volta de meio dia e quarenta o Unesul estaciona no destino final, finalmente Guaíra. Meu pai estava lá. É engraçada essa sensação; não o via há tempo. Gostei de ver a cara dele, e pensei rapidamente em como ele está envelhecido. Mas aquele gordão ali era o meu pai, meu velho amigo de sempre. E que saudades eu sentia! Quando cheguei perto para abraçá-lo, vi meu irmão, o Vini, saído de um corredor da rodoviária, roendo uma rapadura de leite. Abraços fortes e as devidas apresentações (eles não conheciam pessoalmente a Desirée), fomos de táxi direto para a casa do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morava em Porto Alegre, ele alugava um apartamentinho pequeno no IAPI. Vivia sozinho e recebia os filhos (eu e o Vini) no final de semana. Imaginei que em Guaíra seria igual. Acabei descobrindo que ele não poderia viver em um apartamento alugado por duas razões muito simples: a primeira, é que não havia apartamento vago no &lt;strong&gt;ÚNICO prédio residencial da cidade&lt;/strong&gt;. A outra, é que lá ele vive com a namorada maringaense e o filho dela, além de um simpático gato filhote chamado Nêgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma casa grande de 4 quartos, pátio na frente e atrás. Super legal, e eu esperando um apartamentinho. A cidade não pareceu ser muito movimentada à primeira vista. As primeiras impressões de um “Viajante” são importantes, é bom sentir uma cidade desconhecida.&lt;br /&gt;Fazia frio, contrariando a previsão do canaldotempo.com que mostrava temperatura média de 30 graus. Fomos direto á um restaurante, matar quem estava nos matando. Lá José Augusto, mas conhecido como pai, começou a falar da história da cidade, do seu trabalho na Prefeitura Municipal, das atividades interessantes de se fazer por lá. Senti me super aconchegado, estava muito feliz de estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do treino na escolinha de Futebol o Vini nos levaria para conhecer a cidade. E realmente, minha primeira impressão se confirmara, a cidade era realmente muito pacata, mesmo para uma tarde de quinta-feira. Deve ser estranho crescer numa cidadezinha no interior do Paraná. Meu irmão provavelmente será um moço sem raízes. Nascido em Porto Alegre, filho de pai gaúcho com mãe capixaba, mudou-se para o Paraná (Maringá), depois Guaíra. Muito provavelmente irá morar na Bélgica, daqui alguns anos, onde Julia, sua mãe mora atualmente. Que sotaque terá esse menino? Por hora ele &lt;strong&gt;já está falando “porrrrrta”&lt;/strong&gt; como os paranaenses e falar com ele é uma delícia. Muito divertido! Que saudade  sentia do meu pequeno. Ele nos levou nas Marinas, onde a prefeitura construiu um parque de eventos lindíssimo, que é usado uma vez por ano, apenas. Fomos até a margem do rio Paraná. Do outro lado fica o Paraguai. A cidade de Guaíra, faz fronteira com o Mato Grosso do Sul na cidade de Mundo Novo e com o Paraguai na cidade do Salto Del Guayra – passeio garantido para o sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Guaíra, 16 de Setembro de 2005]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida era mansa por lá. Nada de compromissos, nada de coisas chatas. Poderíamos dormir até tarde, almoçar, passear pela cidade, assistir filmes na tevê. Um espaço para não fazer nada. È muito bom, e infelizmente difícil, ter um espaço para o ócio hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado logo pela manhã aparece no portão branco da casa o Lauro (colega de trabalho do pai na Prefeitura). Ele é um  gordão engraçado de riso fácil e  fala acelerada. Lauro seria nosso guia no “Salto” (Salto Del Guayra – Paraguai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Guaíra, 17 de Setembro de 2005]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcamos no carro e fomos nós. Passamos pela ponte sobre o rio Paraná, que divide Guairá de Mundo Novo e pegamos umas ruas em péssimo estado de conservação rumo ao Salto. No caminho Lauro contava de como era o Rio antes das implosões das &lt;strong&gt;“Sete Quedas”&lt;/strong&gt;  para a construção das barragens de Itaipu. Segundo ele, e muitos com quem conversamos, um &lt;strong&gt;crime para o desenvolvimento econômico da região.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Notamos a troca de país  quando as placas eram escritas em espanhol. Nada de burocracia, carimbo em passaportes ou qualquer coisa do tipo. Pela janela do carro via as pessoas daquele lugar. A moda, os rostos, a economia, o comportamento, &lt;strong&gt;tudo era diferente&lt;/strong&gt;. O abismo era grande, apesar de não ter nada marcando  (fisicamente) a separação dos países. Para nós, que viemos com espírito quase antropológico, &lt;strong&gt;tanto melhor as diferenças&lt;/strong&gt;. Nos restava mergulhar na novidade que nos enchia os olhos, sem esquecer de aproveitar as pechinchas, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Salto é uma cidadezinha muito pequena, lembrei da estrutura básica da minha cidade, Cachoeirinha/RS. Uma avenida grande dividida por um canteiro central, com comercio ao longo da via. Olhamos tudo, anotamos as coisas que nos interessavam e torramos algumas economias no final do dia. Eu comprei minha super-desejada câmera digital, a Dê comprou algumas coisas pra ela também.&lt;br /&gt;Andando distraidamente pela rua, de mão dada com a Desirée, ouço alguém chamar por nós. Na verdade não era exatamente a nós (Tiago e Desirée), mas sim os trouxas turistas brasileños que vem quemar plana no Paragua. Ingenuamente paramos. Era um casal riponga (idênticos a todos os casais ripongas que você provavelmente já tenha topado por aí). Com um papo amigável o Barbudo nos ofereceu suas bugigangas, fez-nos pegar, tocar, enquanto sua companheira empurrava miçangas em um arame com um alicate logo adiante, escorada no muro. Perguntou de onde éramos. A palavra mágica fez o hippie se alegrar. “Bracil, Bracil ô que lugar, que lugar” – notadamente puxando o saco dos visitantes. Quando dissemos não estar interessados na produção deles, o papo foi ficando mais áspero “ nosotro estamos trabajando, no estamos robando a nadie. Solo queremos plata para tomar un “nho-nho” “. Putz era o mesmo papo do pessoal que pede dinheiro nos ônibus... não to roubando, não to matando, só estou pedindo uma pequena ajuda para os senhores passageiros – obrigado ao senhor cobrador e ao senhor motorista etenhamtodosumaboaviagemequeDeuslhesacomapanheelhesdêemdobro” Ufa!&lt;br /&gt;“Não temos dinheiro, não estamos comprando nada” – foi a desculpa educada que deu.&lt;br /&gt;“Brasileño fudido! Vem fazer o que no Paraguai sem Dinheiro!?” (Já em português bem razoável até). E o Barbudo ficou lá, a nos xingar e a gesticular por não termos dado dinheiro para o “nho-nho” (cerveja de 1 litro, muito popular por lá). Moral da história: Hippie é hippie em qualquer lugar no que diz respeito a características gerais de aparência, cheiro, produção manual, comportamento. A diferença é que os de fronteira são hippies bilíngües (!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-113156545149398146?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/113156545149398146/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=113156545149398146' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/113156545149398146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/113156545149398146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/11/dirio-de-bordo-guara-pr-parte-i.html' title='Diário de Bordo (Guaíra /PR) - Parte I'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-112290071741740277</id><published>2005-08-01T05:48:00.000-07:00</published><updated>2005-08-01T05:51:57.423-07:00</updated><title type='text'>[  ]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, já estava conformado, nada de ação naqueles dias, alias, naqueles últimos meses. Passava a tarde lendo, respirando fundo, encolhido na gola alta e quente do casaco, impaciente, de pernas cruzadas como menina, batia a ponta do pé no chão. Suspirava como quem pede socorro. Aquela tarde de in(f)verno tinha cara de primavera, quente, iluminada, bonita, um silêncio que fazia o coração bater mais rápido, ou talvez, nem tão rápido, apenas se fizesse ouvir no silêncio da sala. Virava e contorcia na cadeira, apoiava o queixo pesado entre o polegar e o indicador da mão direita, e com a esquerda segurava o livro – qualquer livro, qualquer revista. A Internet já não satisfazia a inquietação. Era sempre a mesma coisa, meia dúzia de fotologs pra visitar, pra ouvir as mesmas choradeiras de sempre, as fotos com ângulos e carinhas tiradas de algum seriado moderninho de televisão norte americana – até os sofrimentos e angustias plastificados – gente que te medo de se experimentar, e por isso publica a vida em fotos ao mundo – pra ter porque chorar quando alguém lhe critica.&lt;br /&gt;Estava pensando e mudar, ser menos ácido. É um tempo angustiante, muito veloz, é preciso perceber as coisas antes dos outros pra projetar perspectivas de saídas lucrativas, e com sorte, prazerosas.Era vez de tomar decisões, de romper elos que há muito estavam prendendo o vôo. Mas às vezes falta coragem, ou mesmo tato pra fazer as rupturas de maneira a não ferir quem se quer bem. Começava a acreditar que aqueles sonhos de antes não seriam possíveis de realizar, ou que eles haviam tomado vida própria e assumido as rédeas, traçando seus passos por si. Talvez. Se isso fosse verdade – como saber? – mas se fosse de fato verdade, era até bom. Quem sabe não é um sinal, como quem diz “te desprende desse sonho, ele agora não mais te pertence” – quem sabe era a hora de voltar a sonhar, como o projetista que volta à prancheta depois de ver que seus desenhos viraram máquinas de vida própria. O projetista fica feliz ou se entristece? Deveria ele ficar envaidecido por ter soprado vida a algo ou alguém, como fez o Gepetto ao bonequinho de madeira?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-112290071741740277?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/112290071741740277/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=112290071741740277' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/112290071741740277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/112290071741740277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title='[  ]'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-111030492300037237</id><published>2005-03-08T10:00:00.000-08:00</published><updated>2005-03-08T10:05:14.826-08:00</updated><title type='text'>[SALVO PELA CAGANEIRA]</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ma carta que recebi terça-feira passada me fez ver a vida toda na frente dos olhos em uma fração de segundos. Era a carta de um Hemocentro de porto Alegre pedindo para que eu fosse até lá para repetir exames de sangue. O medo me congelou. Tinha certeza que aquela carta indicava apenas uma coisa: havia algo de muito errado acntecendo, e era comigo (!)Escondi a carta e guardei todo o meu medo dentro de mim. No dia seguinte fui ao hemocentro, apresentei a carte e refiz os exames. Fui picado pelas agulhas vampiras por 3 vezes, duas em eum braço e uma no outro. Fui pra casa com mais medo ainda, depois que a enfermeira falou que havia uma suspeita de meu sangue estar contaminado com um retrovirus chamado HTLV, que danifica as células T do sangue e causa Leucemia, retardo mental, paralisia cerebral, inflamação nas juntas e lesão nas córneas. No caminho pra casa que fiz em absoluto silêncio, contemplando cada centímetro de chão por que passava, carreguei dois troféus, esparadrapos nos meus braços. Você já teve medo de morrer ? Eu nunca havia sentido aquilo. E o pior de tudo é que tenho certeza que nunca dei chance pra o azer. O vírus é trasmitido da mesma forma que o HIV. Eu nunca me pus em risco. Seria injusto estar com esse tal HTLV. A sensação de ser injustiçado me dava vontade de chorar. Mas engoli firme. Contei para minha mãe assim que ela chegou em casa. Depois dividi com meu padrasto, que é quem segura todas comigo e minha mãe. Os dias até o resultado me deixaram tenso... tratei de ocupar a cabeça com coisas a fazer... sábado fiz uma festa incrível, me diverti muito. Estava feliz como à muito tempo.Os dias passaram a ser dividos em horas, e a cada minuto livre pensava naquele potinho de sangue que iria mudar a minha vida pra sempre. Segunda chegou, era um dia importante, aniversário da minha Mãe, e o marco zero da minha nova vida, com ou sem esse tal HTLV. Tensão total. Quando recebi o exame e deu negativo, tive um alívio. Meu sangue estava puro, como sempre esteve. A justificativa do falso resultado no primeiro teste foi uma visore que me abatera no dia da doação de sangue (uma diarréia, caganeira, ou churril - pros desentendidos). Isso afetou o meu metabolismo e modificou o resultado do exame. Nunca fui tão grato por uma Caganeira !&lt;br /&gt;É Isso, Cuidem do seu sangue ! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tiago&lt;br /&gt;Foto no &lt;a href="http://www.fotolog.net/peza1"&gt;www.fotolog.net/peza1&lt;/a&gt; - procurem pelo dia 08.03&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ah, hj é dia Internacional da Mulher. Vivas !!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-111030492300037237?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/111030492300037237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=111030492300037237' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/111030492300037237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/111030492300037237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/03/salvo-pela-caganeira.html' title='[SALVO PELA CAGANEIRA]'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110981204097260489</id><published>2005-03-02T16:59:00.000-08:00</published><updated>2005-03-02T17:07:20.990-08:00</updated><title type='text'>Garopaba Go. Go</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[Bons ventos ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Putz, li no jornal de hoje [21/02] que o Hunter Thompson se matou... o cara era o herói do meu herói, Arthur Veríssimo, repórter da Trip, se inspira nele pra viver suas aventuras jornalísticas Thompson é o pai do chamado jornalismo Gonzo, onde o relato leva em consideração a primeira pessoa, que no caso dele estava sempre metido em alguma encrenca com drogas, jogo, e essas coisas. Pena ! Eu ? Eu gosto do estilo do Arthur, mas não tenho a pretensão de escrever como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou as 8h27 da manhã de terça feira [22/02 – aniversário do Cris (www.fotolog.net/bandatopaz) ], exatos 3 minutos antes do que eu havia programado para ele despertar. Era o pai dizendo a localização da casa em Garopaba.  Agilizo as coisas, tomo as providências para a casa ficar sozinha, passo os últimos e-mail para garantir que as coisas andem na minha ausência.  Banho, mochila, café da manhã, banco pra pegar dinheiro. Saímos eu meu irmão com destino a Rodô(viária) de Porto Alegre [11:03 am]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem [21.02], foi o primeiro dia letivo de 2005 na Unisinos.  O Bar do Centro 3 estava  abarrotado, muita gente. Todos se beijando se abraçando e se querendo, felizes por reencontrar amigos e colegas queridos. A triste conclusão a que cheguei, é que não tenho amigos na faculdade. Conversei brevemente com algumas pessoas nos corredores, mas nada de mais. Não tenho colegas queridos pra encontrar. Talvez minha formatura seja sem graça, confraternizando uma conquista importante com  um bando de desconhecidos. Mas em parte a culpa é minha, não me envolvo muito, não sorrio muito, não vivo o clima do campus, apesar de achar superlegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Voltando a terça-feira ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Compramos a passagem para as 12h30, teríamos uma hora de espera... fui até ao posto de informações turísticas e me entretive  por algum tempo. Fiquei com extrema vontade de resgatar meu “mochilismo” ao ver os flyers do Albergues da Juventude. Farei isso... se meus planos para 2005 derem certo. Depois eu e Gnildo sentamos num banco a observar os tipos estranhos na rodoviária... e eram muitos.&lt;br /&gt;O zum-zum de gente na rodoviária era frenético. Faltando 15 minutos para o horário de partida, nosso ônibus já estava recebendo bagagens e passageiros. Poltrona 36, corredor, vamos a la playa ôôôôô ô ô !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praia em plena terça-feira ? O Carnaval já passou e estamos nos encaminhando para o final de Fevereiro. Estávamos eu e meu irmão, sozinhos em casa, pois nossos pais estavam viajando. E o trabalho, a faculdade ? Por extrema infelicidade estou sem trabalho. Acreditem, por mais que pareça estanho, tudo que mais queria nesse momento era estar trabalhando numa hora dessas.Estar sem trabalho é enlouquecedor.&lt;br /&gt;Estranho também foi o convite para ir para praia. Nossos pais ligaram para que nos juntássemos a eles em Garopaba.  Acho que sentiram nossa falta. Talvez, sintam que estamos em momentos delicados de nossas vidas e o convívio familiar seja necessário.&lt;br /&gt;                                                               &lt;br /&gt;Quase às 15 horas paramos para comer. O Restaurante era o mesmo onde em Dezembro tive momentos divertidos na companhia da Tópaz e da Lyse, no caminho para Urussanga, quando JJ foi alvo da fúria de uns meninos que ficaram irados ao ver que um estranho estava subindo na árvore deles (ao lado do restaurante), e começaram a atirar, pedras, pedaços de pau e até garrafas plásticas no cara. Foi muito engraçado.&lt;br /&gt;Tenho uma estranha relação com banheiros de rodoviária, os do Japonês em Sombrio/SC eu conheço como a palma da minha mão. Mas o que amo  mesmo, é o de Garuva, no posto Vitória Régia, que fica em algum lugar entre Santa Catarina e Paraná. Pois bem, um xixi no banheiro do “Restaurante 86”, lavo as mãos e o rosto e estou pronto pra embarcar novamente. No primeiro período da viagem rolou um filme do Stevie Martin. Putz, aquilo era um saco. Dormi durante boa parte do filme. O que será que vai passar agora ? Preciso de algo para distrair minha cabeça.&lt;br /&gt;Acabou não rolando nenhum filme, tive que recorrer às músicas que estavam na minha cabeça. Fiquei curtindo o balancinho bom do ônibus e logo estava dormindo. A viagem se estendia alem do previsto e eu já estava ansioso por chegar. Eram 19 horas quando chegamos na rodoviária de Garopaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Lugar do Caralho]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nossos pais foram nos buscar e nos levaram a um conjunto de apartamentos de aluguel que fica no Centro Histórico de Garopaba, perto da Vila de Pescadores e da Catedral. Aquelas ruas estreitas e a arquitetura açoriana dos casarões beirando a calçada, com suas pequenas sacadas, me remetem a um outro tempo. Uma casa, toda reformada, preservando os traços originais, dava a impressão de que realmente eram outros tempos. Lembrei da minha infância vendo aquela mesma praça iluminada com pequenas lâmpadas brancas nas copas das árvores.&lt;br /&gt;O apartamento é super confortável, 3 quartos, sala/cozinha, banheiro, sacada e uma área com churrasqueira e uma mesa grande.&lt;br /&gt;Depois de jantar saímos os quatro a passear pelas ruas do centro. Percebemos que a “temporada” havia chegado ao fim. Lojas fechadas, pouco movimento,  desânimo na cara dos locais. De repente uma loja nos chamou a atenção: tinha vitrines bonitas e coloridas, cheias de artigos de decoração. Mas  para mim, isso era só um detalhe. O que realmente me interessou, é que dentro da loja havia um bar. Curiosos, entramos para explorar. A  cada passo um desbunde. Tudo era muito simples mas bonito, luminárias, mesas,  quadros, até o cardápio era em forma de disco de vinil – iria entender o porquê disso logo em seguida  - Meus olhos já estavam cansados de tanta riqueza de detalhes quando a atendente do bar nos convidou para uma outra sala. Era uma sala onde algumas dezenas  de LP’s repousavam a espera de um interessado em seus sons graves e com charmoso chiado. E mais: havia algo que nem lembrava mais ter existido,  o LD, o pai do DVD, som e imagem digital em formato de disco de vinil, com lado A e B. Era só escolher que LD você queria assistir enquanto fazia a refeição. Imaginem a alegria deste que vos escreve ( ! ) O lugar era tão aconchegante, que nós que estávamos a passeio, resolvemos ficar e tomar umas cervejinhas... E eu lá, mexendo naquela tecnologia jurássica. Beatles, Miles Davis, Ray Charles e um mundo de coisas boas presas naqueles devedês do tempo do vovô. Lembrei muito da música do Júpter Maça (Júpter Apple pros mais novos). “Lugar do Caralho” A cerveja não era barata, não era propriamente um lugar pra dançar e se escapelar, nem as pessoas eram loucas e “superchapadas”, mas o lugar era muito do caralho (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Quarta-feira 23.02]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;8:12 am. Depois do café da manhã, parei na sacada do apê para escrever e pretendia fotografar um pouco...&lt;br /&gt;[Vida boa]&lt;br /&gt;Saí caminhando e fotografando as coisas por ali... a igreja, as escadarias, barcos de pesca, pássaros (gaivotas eu acho). Caminhei pela praia e até os urubus que brigavam pelos peixes abandonados pelos pescadores me pareceram simpáticos. Crianças brincavam com seus pais, outras crianças lindas e rosadinhas, comiam milhos cozido  e sujava-se na areia. O sol do meio dia dizia ao branquelo-convicto aqui, que era hora de voltar para casa. O almoço não poderia ser mais simples; nunca achei que uma massa ao molho de sardinhas poderia ser tão boa. E olha que minhas frescutites não me permitem comer sardinhas quando estou em casa.&lt;br /&gt;Depois do almoço, desci até a praça, sentei no banco ouvindo o som do mar, peguei meu bloco de notas e a câmera... tinha ao meu lado uma cervejinha. Ali fiquei a escrever, observando a lentidão com que o tempo passava por ali. Estar escrevendo algo na companhia de uma cerveja seria uma pequena homenagem a Hunter Thompson ? Talvez, mas minha intenção era apenas brindar a beleza daquele momento mágico. Beleza elementar: barquinhos ancorados na praia mexendo ao compasso das ondas, pescadores e suas redes e eu ali, apenas existindo naquela atmosfera perfeita. &lt;br /&gt;Talvez se o tempo permitir, amanhã eu vá até a Ferrugem. Já que estou aqui,  tenho que aproveitar. E depois, busco um cyber café para mandar para casa as fotos e fazer algum contato com o mundo. Isso deflagra essa merda de vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Secret Spot]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois da cervejinha na calma da praça de pescadores, eu e meu irmão fomos caminhando por ruas estreitas que levavam morro acima. No final da rua uma descida levava ao que parecia uma praia particular. Uma pequena enseada. Era realmente uma praia  particular ? Nem sei, o fato é que como bons turistas, fizemos caras de desavisados (salames) e rumamos até a praia. Larguei, câmera, bloco e óculos de sol e caí naquela água convidativamente clara. Depois começamos a caminhar pelo morro que compunha a paisagem da praia. Fomos até as pedras e subimos em algumas. Decidimos ir mais adiante, já que nossos delicados pés e mãos de meninos de apartamento já estavam esfolados do contato com a pedra, não custava nada prosseguir. Subimos em duas pedras enormes, que pareciam mirantes e nossa impressão era de que se subíssemos mas algumas pedras e continuássemos o caminho, encontraríamos uma praia.  Nosso secret spot. Como surfistas alucinados, (que não somos), seguimos pelas pedras até chegar... e não havia nada. Nenhuma praia, nenhum pico escondido. Mas valeu a pena. Contemplar o oceano no topo de um mirante natural durante dois minutos que seja, é algo de sublime. Apenas o som do mar batendo no rochedo. Na volta, vamos pela grama ok ?&lt;br /&gt;No primeiro bar que achamos, tomamos uma cervejinha para dar fôlego na volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Magical Mistery Tour]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;À noite, voltamos ao restaurante dos LD’s agora para jantar. Pedimos umas pizzas e obviamente aproveitei a situação para explorar as raridades que o local oferecia aos seus clientes. Na primeira investida  escolha “Magical Mistery Tour”, dos Beatles. Depois  Paul Symon, clássico, ao vivo no Central Park com participação do Olodum, acho eu foi em 1990 – tenho esse vinil. Mas o ponto alto da noite foi o  Ld do Miles Davis. Ah, teve também o maravilhoso  Tom Jobim. Simplesmente lindo.. Quem me vê em shows de emocore,  não imagina que esse coração bate ao som de Bossa-nova  e Jazz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Contato com o Mundo ]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na quinta-feira, amanheceu chovendo e não tinha nada pra fazer. Resolvi caminhar até o centro da cidade a procura de uma estação de internet que me permitisse descarregar as fotos e saber como andavam as coisas no meu mundo. Às vezes é melhor ficar sem saber... o site da banda estava fora do ar, sabe-se lá por quantos dias, e ninguém havia tomado uma providência. O recado que pedi para passar ao Fly, sobre o fechamento de uns shows, não foi passado. O Fotolog não havia sido atualizado uma única vez ( ! ) O mais triste, é que eu já previa isso. Cheguei a armar mecanismos para fazer com que as coisas acontecessem na minha ausência. Não quero acreditar que sou peça insubstituível na engrenagem. As coisas podem funcionar sem mim. Mas infelizmente não funcionaram.   Fazer com que as coisas funcionem exige o mínimo de interesse, envolvimento. O que me destrói por dentro, é achar que esse projeto é meu, e não conto com mais ninguém no sonho de fazer uma banda dar certo de forma honesta, auto-suficiente, responsável. Talvez conte apenas com uma pessoa nesse meu sonho. Uma pessoa que é tão neurótica quanto eu. Nessas ocasiões, sinto que os argumentos que me prendem aqui se esvaem por entre meus dedos... se meu projeto de vida e trabalho é apenas um projeto (e não um sonho realizável), e ele depende de outras pessoas, que parecem estar cagando e andando para a execução do projeto, então estou equivocado e preciso buscar novos projetos. É triste achar que não se pode contar com ninguém. Ainda mais se o projeto visa beneficiar essas pessoas. Não quero mais sonhar sozinho (!) &lt;br /&gt;Mas enquanto não conseguir respostas para  minhas perguntas; continuo. Nem que seja pela satisfação pessoal de ver que construí quase sozinho, uma imagem positiva de alguma coisa. Os fotologs são efêmeros mas são sinceros. Acreditem !&lt;br /&gt;Depois de fazer esse infeliz contato com meu mundo, virei as costas e voltei, para onde a chuva era bonita e o sol começava a querer brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[O som do mar... ou não]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sinto muita falta de música. Passo os dias cantarolando alguma coisa pelos cantos. Seria esse mais um vício ? Infelizmente a casa tem tevê. A televisão mata os diálogos familiares, ao contrário do som, que serve de pano de fundo para os trolo-lós em família. O silêncio às vezes é agressivo... minha relação amor/ódio com  a tevê  me faz manter  o pé atrás. Bom mesmo é o som do mar. Esse sim, até sinto falta quando volto para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Secret Spot II ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Quinta teve churras ao meio dia. E estava muito bom. Á tarde, saímos em família, os 4 para fazer o caminho das pedras que havíamos feito ontem, eu e meu irmão.  Fomo além e prosseguimos por caminhos que não havíamos conhecido no dia anterior. Chegamos até uma mata densa. Começamos a exploração do túnel verde... logo mamãe desistiu e voltou. Eu continuei, junto com papai e irmão. Logo fiquei com vontade de parar. A mata era fechada e exigia que andasse curvado.  A câmera me atrapalhava e o calor e umidade me faziam suar. Alem disso, estava arranhando as canelas nos galhos que encontrava pelo chão. Não estava sendo agradável. Voltei. Encontrei minha mãe e ficamos conversando olhando o mar durante um bom tempo. Quando voltávamos para o apartamento, chovia novamente e talvez nossos planos de ir ao bar do trapiche fossem frustrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[¿ Skol o Brahma ? ]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Realmente, nossos planos de ir ao bar do trapiche foram frustrados. O tempo estava nos fazendo desistir de Garopaba. Se a manhã de sexta, nascesse chuvosa, provavelmente iríamos procurar outros picos, talvez mais ao sul, já que era minha intenção chegar até o sábado em casa para a despedida da Ângela, que iria morar em uma pequena cidade no cu do mundo entre Santa Catarina e o Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando pelo centro de Garopava, percebi a quantidade de placas de carros argentinos. Então lembrei que um gorducho suarento que me vendeu cerveja em um quiosque de beira de praia perguntou: “¿ Skol o Brahma ?”, com um sotaque bem carregado. Até em quiosques eles estão (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Frutos do mar e as frescutites]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Saímos para jantar, e a caipirinha do lugar era boa. Isso geralmente é um bom sinal. A primeira pedida foi iscas de peixe. A isso, meu fresco organismo já está acostumado, tive que aprender a comer peixe depois de três viagens a Ilha do Mel. Mas o que viria depois ? Camarão ao Bafo (!) Só o nome já me deixou enjoado. Mas como menino-homem corajoso que sou, não arreguei. Tirei os olhos e a cabeça do bicho, pus limão para amenizar os maus efeitos gustativos da especiaria. Fechei os olhos e mandei ver. 1, 2, 3, era só não pensar no que estava comento e tudo bem. E quando as perninhas do camarão insistiam em não descer... cerveja ou caipirinha nelas para ajudar. Coragem Cão Covarde (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[A felicidade a R$ 10,00]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Numa galeria do centro de Garopaba, fiquei olhando os piercings de um estúdio improvisado. Queria alargadores de 2 mm, estou pensando ha muito tempo pensando em fazer... vi moldes de vaginas e pênis perfurados e senti dor.  &lt;br /&gt; Quando estava indo embora e a chuva apertava novamente, vi um chapeuzinho Andino à venda. Foi amor a primeira vista, comprei na hora, sem pensar... agora sou uma criança feliz com um chapeuzinho lindo !&lt;br /&gt;Sexta feira, o meu último dia em Garopaba ? E minha aula na Unisinos na longínqua São Leopoldo, no Estado do Rio Grande do Sul ? Aguardem os próximos capítulos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Um Passo a frente]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A manhã de sexta era fria, mas não chovia. Nuvens carregadas passavam pelo céu. O plano era o seguinte:  partiríamos na sexta rumo a Tramandaí (meus avós maternos que moram no interior do RS estão passando uma semana de férias em Tramandaí. São raras as oportunidades em que nos vemos, por isso, passaremos por lá.), e de lá, seguimos viagem até em casa. Nossos pais ficam por lá até Domingo.&lt;br /&gt;Ao repassar o plano enfrente ao espelho do banheiro, fazendo a barba, fui tomado pela sensação de que não pertencemos a lugar nenhum, ainda que façamos força para criar raízes. Nossa natureza andante nos permite estar a muitos quilômetros de distância em um período curto de tempo. É incrível se pensarmos,  que na sexta pela manhã faço a barba num banheiro em Garopaba, à tarde estou em Tramandaí com meus avós e a noite escovo os dentes para dormir no banheiro da minha casa. Somos corpos livres no espaço ! Nossa natureza é bruta e nos chama para a estrada. Às vezes tenho vontade de romper os protocolos e cair no Mundo. Quando será a hora de dar o passo a frente ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Capital das Praias Gaúchas ]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na Estrada de volta, estive em Laguna por 15 minutos. Senti vontade de conhecer aquela cidade. Novamente na estrada passei por algumas cidades onde vivem pessoas que gostaria muito de conhecer. Falo com elas pela internet e desejo encontra-las qualquer dia desses.&lt;br /&gt;Estávamos deixando a tranqüila Garopaba para ir à “Capital das Praias Gaúchas”, Tramandaí, com seu Mar de Nescau. Chegamos no final da tarde e fomos  a procura de um Hotel. Queríamos algo simples, nada alem do básico: Quarto com camas confortáveis, bons banheiros, roupa de cama, toalhas e café da manhã. Por mais incrível que pareça, Tramandaí não tem um hotel, perto do mar com esses serviços básicos. Entramos em cada hotel horrível, decadente, pulguento. Foi triste. Ou se aluga uma casa, ou um quarto com cozinha conjugada. Fazer o que né ?&lt;br /&gt;Nossas passagens de volta eram para as 15 horas de Sábado. Passagens compradas, hospedagem resolvida, então  fomos encontrar nossos avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Não há lugar como nosso Lar]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Fly foi nos buscar na rodoviária às 16h daquele Sábado. Quando cheguei, juntei a pilha de jornais acumulados durante aqueles dias que não havia ninguém em casa. Desfiz a mochila e desfrutei do prazer de estar em casa. É bom viajar... mas também é bom voltar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[ as fotos deste relato estão sendo publicadas no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.net/peza1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.fotolog.net/peza1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;  ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos para todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tiago          &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110981204097260489?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110981204097260489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110981204097260489' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110981204097260489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110981204097260489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/03/garopaba-go-go.html' title='Garopaba Go. Go'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110876367614309459</id><published>2005-02-18T13:54:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T13:54:36.143-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pimenta [é a rosa do meu planeta]&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110876367614309459?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110876367614309459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110876367614309459' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110876367614309459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110876367614309459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/02/pimenta-rosa-do-meu-planeta.html' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110876387509220296</id><published>2005-02-18T13:13:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T14:12:26.936-08:00</updated><title type='text'>Use as Escadas ( ! )</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[No meu Planeta tem uma pequena flor... e ela me disse que é única no mundo todo !]&lt;br /&gt;Alguns momentos de introspecção na vida são inevitáveis. E por mais que eu tenha tentado nos últimos meses, me afastar desses momentos de silêncio, acho que uma hora ou outra eu ia acabar tropeçando num deles. Não sei se é esse o momento, mas sei que meu coração está apertado por causa de alguma coisa. Quero desatar o nó. Talvez seja a hora mesmo, de mergulhar em mim por alguns instantes e prender a respiração, permanecer no fundo e quando o ar estiver faltando, emergir pra ver que coisas boas tirei de lá. É assim. Quero dizer, tem sido assim sempre. Mergulhar no fundo para ver que de lá se enxerga a luz onde se quer estar. E voltar com o coração mais forte de mais uma lição aprendida, explodindo de alegrias e novas expectativas. Assim que se renovam meus olhares e meus sentimentos para as coisas. É assim que conduzo as coisas. A mesma escada que desce, serve para subir também.&lt;br /&gt;* Se O Pequeno Príncipe tem uma Rosa em seu planeta. Eu tenho um pé de Pimenta, que fica perto de umas escada no meu prédio. Minha pimenta gosta de ser regada e me conta das pessoas que sobem e descem o tempo todo. Ela fala que esse é um dos vários Ballets da vida. E eu acredito nela !&lt;br /&gt;Caiam, mais saibam voltar. Por favor. Um beijo Tiago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/02/pimenta-rosa-do-meu-planeta.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/02/pimenta-rosa-do-meu-planeta.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;** ainda naum sei usar essa porra de Blog. Acho que isso dá acesso a foto que pretendia postar... sei lá. Se não for, desculpem. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110876387509220296?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110876387509220296/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110876387509220296' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110876387509220296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110876387509220296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/02/use-as-escadas.html' title='Use as Escadas ( ! )'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110807849712788795</id><published>2005-02-10T15:25:00.001-08:00</published><updated>2005-02-10T17:06:31.556-08:00</updated><title type='text'>Carnaval da Alegria na Terra do Bunda-lê-lê</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;“Carnaval, Carnaval.... Eu fico triste, quando chega o Carnaval” – Triste nada ! Lembro vagamente dessa música quando o Carnaval vai dando seu acorde final. A Alegria da carne no País do bunda-lê-lê...&lt;br /&gt;Eu não curto os clássicos “bailes de salão”, muito menos o “sambão roots” na avenida, purpurinas e alegorias. Mas me reservo o direito de ser feliz no carnaval.&lt;br /&gt;Negar a importância do Carnaval no nosso país é dar um tiro no pé. E não falo apenas do capital que circula por praças tupiniquins. Falo de Cultura. É o terceiro seguimento do triangulo amoroso que coordena nosso país e nosso povo alegre e apaixonado: Futebol, Religião e Carnaval. Por tanto, se você é daqueles que enche a boca pra dizer que Odeia Carnaval, então vá a merda ( ! ) Tente enxergar além dos desfiles que passam na Globo, e que são realmente um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a gostar de Carnaval por que geralmente é um feriado prolongado. Feriados prolongados são legais =)~~ E porque descobri que a forma de celebrar esse fenômeno Sócio-Cultural do Mundo, quem decido é a gente. Então “simbora” ser feliz que o tempo é curto e a Sapucaí é grande ! hahahahaha Passo a oferecer minha visão do carnaval de 2005. Coisas que fiz e que deixei de fazer. Não é meramente descritivo. Não se trata de um roteiro, quem tiver saco/curiosidade/boa vontade/ + curiosidade pra ler tudinho, verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Sábado, 5 de Fevereiro, 2005 10: 43 am]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A cara amassada, cabelos desarrumados e olhos fundos denunciam: a noite foi boa ontem. A Farra Carnavalesca teve início, aos tropeços. Acordei com uma dor absurda nas costas... com a cara atirada num travesseiro de propriedade ignorada, no banco de trás de um carro. Era dia claro, mais de 7 horas da manha. Olhei pros lados e tentei me recompor. Um homem-menino de mais de 1m70cm não deve nunca dormir no banco traseiro de um Corsa. Estávamos na praia do Imbé, na frente da casa de um amigo. Os flashs da noite anterior não demoraram muito a vir assombrar minha cabeça. Tínhamos que buscar a chave da casa que alugamos na imobiliária de Tramandaí. Para quem não sabe, Tramandaí e Imbé são praias do litoral norte do Rio Grande do Sul (mar sem graça, pouquíssimas belezas naturais, mas festas divertidas e animadas). No carro do lado dormiam mais dois amigos. Ao entrar na casa vi que todos estavam com a cara igual a minha. Noites de carnaval.... manhãs de caras feias ( ! ), vivendo e aprendendo. Mas antes de prosseguir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Sexta-feira, 4 de Fevereiro, 2005 09: 03 pm]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava cansado de esperar com as malas prontas... passei a tarde toda empacotando algumas bermudas e camisetas. Depois da traumática briga para alugar a casa ( conseguimos aluga-la apenas na quinta-feira), me restava esperar pela condução praiana. Nesse caso, iríamos com Rodrigo, velho parceiro de festejos na lendária Berg House, que por sinal era dele, (continua sendo, mas agora os tempos são outros). De malas prontas desci e fui até a esquina esperar junto com Will e Thiagão pelo Rodrigo. Nove e meia, dez horas, dez e meia, cerveja vai, cerveja vem... e nós estávamos lá ansiosos pra colocar o pé na estrada. As 23h saímos de Cachoeirinha e nos deparamos com um trânsito cabuloso. O mundo estava se deslocando para o litoral querendo sentir o ú-lá-lá litorâneo. A solução era relaxar e curtir boas músicas e ouvir as piadas do Thiagão. Alguém falou em Marchinhas de Carnaval ? [Dead Fish – “Zero e Um” / Sublime – “ 40oz, to Freedom” e Jack Johnson “On and On” ].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[... Sábado, pela madrugada]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aê, Aê, Aê, 0h43 am, chegamos à praia. Faltavam apenas 7h e 17minutos até sermos “contemplados” com a chave da casa. A solução foi procurar o que fazer para passar o tempo... e realmente precisávamos fazer alguma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos brevemente na casa do Christian em Imbé e buscamos nossos casacos nas mochilas, o Nordestão comia solto (vento que sobra de Nordeste em Fevereiro nas Praias do Norte do RS e geralmente estraga os veraneios = ). Já no calçadão de Tramandaí, sentamos num quiosque e ficamos tomando um veneno pra aquecer nossa longa espera.&lt;br /&gt;As horas se recusavam a passar depressa e o frio era grande. Quando o sono estava quase me vencendo, levantei da cadeira e convidei Will e Thiagão para observar o movimento. Foi caminhando até Tropical [Tropical Rock Café – tradicional casa de festas da cidade de Tramandaí – legendas são chatas, ecat hahahaha], em busca de um Cachorro-Quente barato. Encontrei um por R$ 2.00 e comi, driblando o vento que trazia areia aos meus olhos. No Quiosque da frente do Tropical rolava uma bandinha que prometia nos fazer esquecer do relógio. Que nada, lá pelas cinco da manhã o desgraçado parecia que estava fazendo de propósito, cada minuto parecia que tenha em si mais três minutos, e por mais que olhasse pra ele com cara de bravo, nada adiantava... arrastavam se e às vezes pareciam andar para trás. Melhor que isso, só se chovesse. E choveu. Espremidos na circunferência do teto do quiosque pensava: ... é Carnaval ! O sono me rondava o tempo todo. De repente acho que comecei a sonhar... via nitidamente algumas cenas do Filme Bambi, da Disney.... vi os viadinhos correndo na mata em chamas e os viadões com chifres grandes disputando entre si alguma coisa qualquer dando cabeçadas um no outro. Quando abri os olhos do meu delírio/sonho, vi que a alucinação tinha um certo sentido: Bel pedia aos amigos presentes que lhe dessem uma cabeçada. Quando pediu pra mim, me recusei e ele ficou bravo comigo (?) Só sossegou quando a contragosto Will cabeceou o porongo dele. Tem cabimento um treco desse ? Deve ser por causa do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eram 6 horas da manhã, voltamos para Imbé e nos acomodamos como deu na casa do Christian. No meu caso, acabei parando no banco de trás do carro da Nanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa demorou para ser desocupada. Quase onze horas da manhã. Meça meu mau-humor. Depois de uma noite de espera quase três horas a mais esperando pela casa. Depois de largar minha mochila, desisti da idéia de dormir, era tarde e fazia muito calor. Eu Fufa, Guinildo e Will, optamos por uma Roda de Chimarrão, violão e muitas histórias engraçadas. Sim... respirei fundo... era Carnaval e estava com meus amigos numa casa de Praia por todo o feriado. Beba das alegrias simples da vida amigo ( ! )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Eu voto em... ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se está em grupo, as decisões são demoradas e controversas, viva a democracia !&lt;br /&gt;Até chegarmos a um consenso de onde ou o que almoçar eram quase 15 horas daquele sábado ensolarado. Fomo até o Clássico restaurante da Tia, numa pousada barata, bem simples, que arquitetonicamente lembra a Vilinha do Chavez. Lá são servidos Pratos Feitos, comida pra surfista esfomeado, trabalhador braçal ou BergBrothers, (nosso caso).&lt;br /&gt;Saí redondo do restaurante da Tia. Comemos bem, fomos mal atendidos (como sempre). Ficamos felizes por saber que algumas coisas não mudam e continuam nos divertindo. Ao chegar tomei uma cervejinha e fui vencido pelo cansaço. Tudo se acabou. O sono me tirou de circulação até quase às oito horas. Ao acordar , havia um resto de sol... sentei na varandinha da casa e me pus a escrever num bloco de papel, tópicos para lembrar das peripécias praianas vividas até ali. Isso demonstra minha falta de memória e minha necessidade adquirida de escrever em Blogs e Fotologs. Depois li uns artigos na Trip (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistatrip.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;www.revistatrip.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;) que me fascinaram. Podem me chamar de nerd, mas fiquei encantado com o cara de inventou um alfabeto tridimensional . Aliás a Trip é uma revista que me encanta ha alguns anos, sou fã, assinante e trip-maníaco. Como toda a revista, às vezes, caga fora do pinico, mas não deixa de ser boa.&lt;br /&gt;Começava a me preparar para a festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Domingo, 6 de Fevereiro, 2005 11:00 am]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a falar da casa ? Talvez minha incompetência em escrever não me permita fazer uma boa descrição, mas lá vai: imagine uma sala conjugada com a cozinha, imaginou ? nada muito grande, dois sofás, duas poltronas, algumas cadeira de plástico para receber as visitas, mesinhas para colocar som e tevê. Ao fundo a cozinha, uma mesa com seis cadeiras, armários e móveis de cozinha, tudo muito básico, nada alem do necessário. Travava-se de uma casa de aluguel, então o mínimo é o máximo. Saindo da cozinha tinha uma porta que levava a um pequeno pátio interno com grama e uma churrasqueira de pedra. Imediatamente a direita da porta da cozinha havia um banheiro de serviço. O Banheiro do Coco. Elegemos o banheiro externo da casa para fazer os nº 2, chamar o Hugo e outras imundices.&lt;br /&gt;Voltando para dentro da casa, entre a sala e a cozinha havia uma porta, que levava à escada. No andar de cima ficavam os 3 quartos e o banheiro de banho. Manter uma casa limpa com 12 pessoas em média o dia inteiro bebendo comendo e cagando é uma missão quase impossível. Deu pra sacar como era a casa ? Agora vem a parte interessante... imagine a casa que descrevi e imagine uma idêntica a ela, ao lado. Imaginou ? Agora imagine que elas são unidas pela mesma escada. Imaginou ? Agora imagine que a casa gêmea não era alugada por nós e sim por gente que não conhecíamos. Vizinhos (!) Dividíamos a escada com o “inimigo”. Duas portas separavam o céu do inferno. Era o Meridiano de Greenwich que separavam os mundos. Os vizinhos, numa calma cavalar e nós em uma balbúrdia de 24 horas por dia, casa sempre cheia, visitas, amigos, som, cerveja, caipirinha, “estalinhos” Guri, rojões. Tivemos que mostrar o r espírito de boa vizinhança que os habitantes e visitantes da BergHouse litorânea tiveram que adquirir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa de sábado ? Ah sim... voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Sábado, 5 de Fevereiro,2005 10:09 pm ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da caipirinha e da cervejinha correr solta durante à tarde, o rangão coletivo vinha bem à calhar, adivinha o Menu ? Massa, claro... o que é mais prático de comer na praia ? Comemos muita massa nesse final de semana e tava muito bom. A Lice tem a manhã da massinha.&lt;br /&gt;Depois da janta recebemos a visita de Bigoo, Érico e Rafa, roqueiros da Áster de Charqueadas. Rafa e Érico são da Tribo do Guaraná, não bebem as coisas que bebemos, mas Bigoo já se entrosou rapidinho com os monstrinhos da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada da festa muita agitação e tumulto de gente, o vento forte que trazia areia da praia compunha o clima. A festa... bem, vou ser bem sincero. No outro ano estava melhor. Ingresso absurdamente caro, as bebidas estavam uma exorbitância de caras e a festa não encheu meus olhos de alegria como no ano anterior. Minha solução foi me divertir como dava, afinal de contas, dizem e com certa razão, que quem faz a festa é quem está lá. Perambulava pra lá e pra cá, encontrava os amigos e saracotiava com algumas músicas no salão de baile.&lt;br /&gt;Uma situação chata que encontrei foi ter que evitar uma guria que eu não queria =/. É um aprendizado contínuo, respeitar-se a si mesmo. Se não quero, não faço. Tenho esse direito. Ou não ? O conflito sempre existe - como recusar uma mulher desejável toda se derretendo ? Não sei, apenas segui minhas vontades e não a quis. E fiquei feliz por isso, melhor que ganhar o respeito e consideração de alguém, é conquistar o próprio respeito. Mas tirando esse momento “Coragem – o Cão Covarde” tudo correu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da festa eu e Will a procura do trio Charqueadense que resolveu não entrar na festa. Ficamos no quiosque da frente do Tropical ouvindo a mesma bandinha da sexta feira. Algumas cervejinhas a mais e voltamos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[... Domingo, 6 de Fevereiro, 2005 ...ao acordar...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Reparo que existem 3 copos na varandinha dos fundos da casa. Eram copos do Quiosque, certamente levamos de brinde (hahahahaha).&lt;br /&gt;A bebedeira do sábado nos fez ficar por casa...&lt;br /&gt;Mesmo assim a média da casa continuava alta: 24 long necks e 3 garrafas de vodka por dia, divididas em dois turnos. Mas lembrem-se não estava sozinho nessa casa, era 12,13,14 pessoas, homens-meninos e mulheres-moças, consumindo tudo isso. Até que não é tanto. E a tarde foi embora... a noite veio calminha... e a janta foi MASSA (entenderam hã ? hã ? hahahaha ) e estávamos prontos para ir buscar alguma festa. Porque não dava para ir novamente no Tropical certo ? É ninguém queria mesmo.&lt;br /&gt;Estavam todos desanimados no “dia de repouso”, somente Guinildo e Fufa se animaram para sair, alem de mim é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ajeitar meu cabelo no banheiro lá de cima de tive alguns problemas parecidos com o da festa de sábado, e com a mesma protagonista. Putz, fiquei com raiva. Acho que foi meu único momento de irritação em todo o feriado. Será que ela não fala minha língua porra (!?) Ser educado e cortez em dizer NÃO, é insuficiente ? Seria falta de humildade para reconhecer que nem tudo que se deseja se pode conseguir ? Bom... mais do que querer, eu precisava sair... todos estavam pra lá de Bagdá, e o único que se pilhou em sair àquela hora [02:04 am] foi meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Humildade é tudo ! ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e olha que não me refiro ao episódio narrado ali em cima (hahahaha). Meu irmão Guinildo, o Fly e alguns poetas-berg-roots sabem do que estou falando (hahahaha), sem mais comentários a respeito disso. O que posso dizer é que Guinildo está humilde pelo semestre todo depois desse dia !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha companhia para sair não podia ser melhor, ele estava muito empolgado e todo poético (hahahaha), largou frases e pensamentos lindos. A que consigo lembrar com mais clareza é a do Milk Shake: “É um Milk Shake que tu quer ? Eu te pago um Milk Shake ! Vem comigo Ivoneeeeete” (hahahaha) Me rolei de rir.&lt;br /&gt;Nossa saída serviu para dar risadas e caminhar mesmo. Pô, caminhamos muito. Nossa casa era longe pacas da avenida. Quando chegávamos na avenida, tínhamos que ir da plataforma até o centro. Fomos até a SAT e nos pilhamos de fazer a festa de Segunda por lá. Na volta meu irmão embestou de tomar um banho noturno peladão na madrugada praiana. Detalhe: [05:13 am], o frio era de rachar o côco e o vento cortava quando trazia aquela areia toda. Eu ? Fora dessa ! Fiquei esperando por ele, observando aquele asterisco branco na escuridão, correndo até a orla e tropeçando nos montes fofos de areia que se acumulavam com o vento. Engraçado ? Vocês não fazem idéia.&lt;br /&gt;Quando nos dirigíamos para casa, pensamos em levar um presentinho para ilustrar nossa casa, mas não rolou =(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Segunda, 07 de fevereiro, 2005 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde do Segunda me reservou muitas alegrias. Capítulo mil da minha Saga para descobrir as alegrias simples da vida.&lt;br /&gt;Saímos a caminhar em direção de um Xis que aplacasse nossa fome, eram quase 15h. Até chegarmos no centro de Tramandaí, Eu Fufa, Will e Guinildo, gastamos as solas das Havaianas. O dia estava lindo, e se o vento parasse, seria um dia perfeito de praia. Só o fato de poder estar ali respirando aquela atmosfera alegre de um dia bonito já me fazia feliz.&lt;br /&gt;Chegando no Xis Pica-Pau um cara muito figura veio entrevistar meu irmão Guinildo, detalhe, a câmera do cara era feita com uma caixa de sandália Azaléia e um copo do MC Donalds como lente (hahahaha), falava algumas coisas sobre a “Capital das Praias Gaúchas” e perguntava para quem ele queria mandar abraço. O mais legal de tudo é que o cara realmente acreditava naquilo que ele estava fazendo, tanto que quando deixou de entrevistar meu irmão e deu as costas par ir embora, lia-se em suas costa “TV” escrito de giz de cera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Xis demorou mais ou menos uns 500 anos para ficar pronto, e quando a moça do balcão disse nossos números de espera, parecia final de Copa do Mundo. Saímos correndo pra buscar. No balcão uma gordona que pegava seu Xis, pediu mais maionese ao funcionário da casa... Fufa não agüentou e começou a rir, tentou trancar a risada e “Muriiiiiilisss” voaram por todos os lados, foi cômico. Ficamos rindo disso (uma coisa relativamente idiota ), durante umas duas horas. É o que acontece quando se dá valor aos farelos mínimos de alegria que a vida te dá.&lt;br /&gt;Depois de estufar a barriga, começamos a trilhar o caminho de volta... e era longo... fomos bisbilhotando as lojinhas pelo caminho, até encontrar a brincadeirinha que salvaria nossa tarde: “Estalinhos Guri” !&lt;br /&gt;Para quem não teve infância, os “Estalinhos Guri” são bombinhas praticamente inofensivas de pólvora com pedrinhas, que quando são jogadas no chão dão um barulhinho, um “estalinho”. No Centro de Tramandaí começou a guerra, e quando a brincadeira parecia ter perdido a graça, como crianças felizes, sentamos em uma esquina movimentada, na sombra de uma árvore gigante e começamos a brincar... jogávamos as bombinhas no asfalto e torcíamos pra ver os carros as estourarem. Idiota ? Não divertido (!!) Chegou a juntar gente para ver nossa brincadeira.&lt;br /&gt;Seguimos nosso caminho e só paramos para comprar mais “estalinhos” e uma caixinha de rojões (desses pequenos que fazem barulho e se apagam). Só não lembramos que estávamos dividindo a casa com Bel-Maluco Joselito...&lt;br /&gt;Rojões e estalinhos pra todo o lado, uma festa de crianças más na casa quando voltamos. Foi super divertido =)~~&lt;br /&gt;Ok, hora de descansar... depois um banho e estou pronto pra outra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela seria a última festa do Carnaval, pois iríamos embora terça. Queria fazer a melhor festa do mundo... mas acabamos no Tropical =/ a democracia reinou soberana, a maioria venceu. Tinha que me conformar e tentar aproveitar... a festa não foi lá grandes coisas. Tomei um caminhão e acabei achando alguns momentos divertidos. O pós festa sim foi divertido. Saí com Café, Thiagão, Will e Fufa para comer um Xis no Patinho Feio. Pra começar, tentei pagar o Xis com uma pétala do colar de flores plásticas rosa, que estava usando. Eu achei a piada engraçada, a mulher do balcão não (hahahahah), daí desatei a falar sobre um monte de coisa e avacalhar, fazer piadas etc... o pior de tudo (ou melhor), que até eu estava me divertindo comigo mesmo. Foi hilário. Os relatos dão conta de que quando cheguei em casa avacalhei muito com quem estava dormindo na parte de baixo da casa (Juca, Déborah , Guinildo e Babi). Mas disso não posso falar =). A modéstia não me permite (hahahaha), foram as melhores piadas más que já fiz, eu acho (hihihih). Depois o sono me levou... e só às 11 horas de terça me trouxe de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Terça-feira, 8 de Fevereiro, 2005 – dia de dizer Adeus ! ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com a cabeça latejando e a forte sensação de ter “cagado fora do pinico”. Nada que um remédio pra cabeça não resolvesse. Na terça não fizemos nada... dia de moleza total... arrumei as malas com cuidado, almocei e fiquei curtindo a brisa, lendo e fazendo o balancete dos momentos divertidos do final de semana prolongado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[05:34 pm] Era hora de entregar a casa. Fomos até a imobiliária com essa intenção. Tudo já havia sido pago, era só entregar, virar as costas e dizer Falowwwww&lt;br /&gt;Mas o cara da imobiliária mandou um motoboy fazer uma vistoria na casa, coisa de rotina, pra ver em que estado a casa tinha sido entregue. Normal. Consciência limpa, pois não tínhamos estragado nada, quebrado nenhum copo se quer (milagre), tínhamos até varrido a casa, estava tudo em ordem, lixos na frente da casa para a coleta, tudo bem, tudo legal. Não é que o tal Motoboy ligou pra dizer que havíamos esquecido de limpar o fogão e que havia gelo na geladeira ? Porra Tenha dó (!) por isso os caras queriam cobrar um adicional de R$ 30,00 – dá pra acreditar ? A indignação comeu solta, porque na hora de nossa entrada na casa não foi feita vistoria (isso significa que eles não viram o estadinho em que recebemos a casa – comida na geladeira, banheiros com papel etc...), alem disso, a casa demorou mais de duas horas pra ser entregue, alem do horário combinado. E lá vai processo democrático: nos reunimos pra discutir o que fazer. Optamos por não pagar e não limpar. Entregamos a chave e dissemos Falowwwwwww&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Medo do trânsito ? ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Temendo um engarrafamento mostro na volta do feriado, ficamos dando um tempo em Imbé, na casa do Christian. Ele tinha o computador com muitos filmes baixados via internet. Adivinha ? Claro que fomos assistir. O escolhido foi “O Grito” com a bonitinha “Buffy – a caça vampiros” lembra dela ?&lt;br /&gt;Meu lugar era o andar de baixo de um beliche, com dois travesseiros... só de pensar já me deu sono. Mas como dormir vendo aquele filme ? Eu explico:&lt;br /&gt;Tenho verdadeiro pavor desse tipo de filme, odeio, tenho medo, sou cagão assumido, mas sei lá, estava ali, então...&lt;br /&gt;Deitei a cabeça nos travesseiros e fiquei bem confortável... o filme era meio parado, de vez em quando tomava uns sustos daqueles de tremer. As legendas estavam longe e eu sem óculos, então lia um pouco, entendia o resto ouvindo. A coisa ficava complicada quando começavam a falar em japonês, porque daí a legenda era menor, branca e em inglês = daí foi me dando um soninho e nem os sustos me incomodavam mais. Uma hora tremi o beliche, mas não foi de susto, era um daqueles sonhos agitados que você acorda tremendo sabe ? Pra disfarçar larguei uma piadinha pra pensarem que tinha me assustado com o filme (hihihih). Mas mesmo assim, acabei vendo quase todo o filme e sei lá. Continuo cagão. Não é o tipo de filme que pagaria para ver =p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Tiazinha debochada ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do filme fomos ao calçadão comer crepes pra fazer tempo. A Tia do Crepe era muito divertida e começou a fazer piadinhas conosco e a dizer coisas surreais. Muito divertido ela contando que um casal empolgado que começou a trepar no capô carro no estacionamento atrás do quiosque dela: “levantou a saínha, baixou a calcinha e vup-vup” fazendo uns gestos com os dedos (genial !).&lt;br /&gt;De volta a casa do Christian deu tempo de ver a novela e só então saímos rumo nossas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[As andorinhas voltaram e eu também voltei...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada não estava tão cheia assim... demoramos o tempo normal pra voltar, pouco mais de uma hora. Tudo numa boa ouvindo uns sons legais e tal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval foi meu momento de férias...aproveitei bastante.Deu tudo certo, tirando pequenas coisinhas que não merecem atucanação. Momentos muito alegres de felicidade pura com meus amigos. Me diverti, refleti sobre algumas coisas, tomei água de coco, comi milho verde, soltei bombinhas guri, comi xis e tentei pagar com uma flor, ouvi sons divertidos, dancei aquela música clássica dos verões da “La Cumbia” Provoca-me asi bla bla bla bla (hahahah muito tri), tomei todas as Summer Draf que quis, e voltei pra casa contente. Alegria é uma coisa linda que não se encontra por aí, nem no melhor quiosque praiano ! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;( o texto é realmente grande, por isso algumas coisinhas devem ter escapado à revisão, perdoem essa preguiça em fazer um bom copydesk, ok ? Qualquer coisa que não entenderem pergunte-me e comentem sobre esse texto no meu flog ok ? &lt;a href="http://www.fotolog.net/peza1"&gt;www.fotolog.net/peza1&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Tiago&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110807849712788795?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110807849712788795/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110807849712788795' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110807849712788795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110807849712788795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/02/carnaval-da-alegria-na-terra-do-bunda.html' title='Carnaval da Alegria na Terra do Bunda-lê-lê'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110685257798227958</id><published>2005-01-27T10:55:00.000-08:00</published><updated>2005-01-27T14:22:05.490-08:00</updated><title type='text'>Felicidade Social Mundial - Diário de uma criança Feliz =)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ter um evento da importância do Fórum Social Mundial em sua cidade é uma honra. Receber toda aquela gente interessada em mudar o mundo pra melhor e também se conhecer, se integrar, fazer festa, celebrar as diferenças, é lindo de se ver. Não participar disso tudo é uma idiotice sem tamanho. Confesso, deixei de participar nas últimas edições, mas nessa, caí na Gandaia. Gandaia Social Mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Centro por favor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Saímos eu e minha mãe de casa rumo a Porto Alegre. Queríamos estar no centro e nos juntar à Caminhada que daria abertura ao Fórum. Prevendo um trânsito infernal, decidimos ir de ônibus. Ar condicionado e bancos confortáveis me fazem dormir. Acordei com aquele gostinho de sono roubado já em terras portoalegrenses. O trânsito realmente era caótico, tranqueira diabólica. Tentei fazer um exercício... olhar a cidade que nasci e que sou apaixonado com os olhos de um turista, me impressionar com as coisas mais corriqueiras, as pessoas nas ruas, a pichações nos muros, que querem dizer alguma coisa e que de certa forma te contextualizam da realidade do lugar, sinaleiras, carros, pessoas, prédios. Por alguns minutos Porto Alegre era uma desconhecida que eu estava aprendendo a gostar. Na verdade estava encantado.&lt;br /&gt;Ok, admito, não me sinto preparado para as discussões sérias do Fórum (?) Será que não estou preparado ? O fato é que estava lá para contribuir com minha alegria, por aquela festa maravilhosa. Nos caminhos próximos ao parque muita gente bonita e colorida falando idiomas diversos. Todos procurando o local do Megabundalelê. A Festa prometia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vista sua Sandália e mude o Mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existe estatística a nível mundial para isso ? Quantas sandálias são fabricadas e consumidas no Mundo ? A fauna do Fórum era realmente diversificada... todos as cores e cheios, risadas medonhas e nipônicas saidinhas, mas o que predominava era uma legião de “hippongos sandalhudos” desfilando pra lá e pra cá. Pô, tem certas coisas que não entram na minha cabeça: existe relação direta entre a vontade de mudar o mundo e a "hipongagem” ?&lt;br /&gt;Se Jesus estivesse no Fórum, subiria no palco e organizaria um mutirão de lava pés no Guaíba. A maré de sandálias de todas as espécies fazia os pés suados adquirirem aspecto asqueroso. Será que quando você compra o kit revolucionário vem junto um par de sandálias e uma bata indiana ? Sei eu.&lt;br /&gt;A noite caía e o movimento continuava por todos os cantos. Fui ao Shopping comer alguma coisa com minha mãe. Comprei Pizza numa Rede globalizada de pizza Express tomando chá de Pêssego de uma gigante da indústria transnacional de refrigerantes (contraditório eu ? não, e você hahahaha). Jantamos e quando mami foi embora fiquei perambulado pelo shopping até meus amigos chegarem... debulhei todos os dvds da Saraiva... catei umas revistas diferentes, fazia tempo que não me dedicava à isso. Tempo passando e eu ali... perdido e sem vontade de me arriscar nas ruas do Fórum. Os auto-falantes da Sariava Mega Store avisava que já estava encerrando suas atividades e fiquei sabendo que meus “carnalles” chegariam em mais uma hora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sabe aquela música (?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquela dos Stones, que o Jagger fica sentado numa escada à espera do Sr. Richards e do sr. Wats ? Pois é, era eu esperando meus amigos na escadaria do Praia de Belas. Para passar o tempo, peguei uma notinha de supermercado e comecei a escrever tópicos para esse pequeno texto. Minha concentração só foi quebrada quando vi um rosto conhecido e amigável. Tiago Becker, sim, mestre papai urso Tiago Becker e sua bela filhinha de dois anos, muito fofa por sinal. Senhor Becker renomado produtor musical dessa cidade, dono de um estúdio maravilho e de um coração gigante trocou algumas idéias comigo sobre música, mas não o detive por muito tempo, porque estava com sua menina e esposa também. É sempre bom encontrar o Becker. E eu continuei lá após esse breve encontro... espera, espera, espera, respira....espera, suspira... espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mude o verbo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma ligação dos meus amigos me fez mudar o verbo, ao invés de esperar, tinha agora que procurar. Eles estavam esperando no monumento as tetas... e pra lá fui bem rápido, porque estava achando chato ficar sozinho lá. Jaque, Lara e Bruna me esperavam felizes e deslumbradas por estarem compartilhando a energia coletiva Social Mundial. Conversa vai conversa vem, cerveja vai cerveja vem... porra, R$ 2,00 (!?) Bahhhhhh facada !&lt;br /&gt;Logo chegaram Gustavo e Cabeção, no mesmo instante só que no lado oposto caminhava JJ, grande Júnior da Lyse, parceiro do rock, mas estava altamente atucanado porque o estacionamento do shopping fecharia as 00h e faltavam 8 minutos. Corre Solismarrrrrr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mar de gente&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Era bonito de ver aquela gente toda curtindo os shows, bonito mesmo... a noite estava linda também, tudo bem, tudo certo... Ficamos por lá &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;conhecendo algumas figuras... um menino de 14 anos que dançava (balançava o corpo pra frente e para trás, tipo bêbado), apertou nossa mão e nos perguntou de onde éramos. Logo disse que era da Alemanha e que estava com o pai brasileiro. O menino estava pra lá de Bagdá. Ou seria pra lá de Hamburgo ? Piada idiota (!) E assim fomos conversando com pessoas legais de toda as partes do Brasil e do mundo, pechinchando cerveja, conversando, interagindo. Todos estavam imbuídos do espírito fraternal do Fórum e eram muito simpáticos e receptivos. Uns mineiros se apaixonaram pela cidade e queriam aprender nosso sotaque. Isso é raro. Geralmente as pessoas não gostam do nosso sotaque. Eu sou absolutamente apaixonado pelos sotaques diferentes, acho divertido. Deliciosamente engraçado. Realmente não entendo porque as pessoas têm essa implicância, marcas regionais nos fazem diferentes, diferenças nos fazem completos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Show Time&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fui até a Érico Veríssimo atrás de um posto de conveniência que aceitasse o BanriCompras do Grêmio do Gustavo. Quando chegamos lá estava rolando o show do Bersuit Vergarabat. Putz, eu havia visto os caras pela tevê, na MTV Latina, mas não dá pra acreditar, o show é MUITO bom... os caras tocam com uma espécie de pijaminha de cores diferentes, lembrei dos Mamonas Assassinas, só que muito mais legal, porque era um mistura de Tango com guitarras e música pop. Animal.&lt;br /&gt;A hora tão esperada estava chegando, o show do Manu Chao que aguardo desde 2001 (havia dito 1999, mas foi em 2001). Manu é uma figura carismática, um baixinho de palitó amarelo e preto com um adesivo colado dizendo “Fuck you Bush”, simpático e sorridente com sua toquinha clássica, explicou que veio sozinho, sem banda, porque ela estava em tour na Europa, por isso tocaria com a La Phaze, banda Francesa que me deixou surpreso. Surpreso não, Maravilhado.&lt;br /&gt;O show começou lento e foi esquentando...&lt;br /&gt;Meu prazer em cantar as músicas era enorme. Realmente aguardava muito por aquilo, mesmo ele estando sem sua banda, o cara mandou muito bem com sua guitarra e as vezes com um tambor. Minha alegria extrema tinha razão. O show do Manu Chao no Araújo Vianna em 2001 foi magnífico e me marcou muito. Naquela noite tomei uma decisão que levo comigo até hoje, não deixo de fazer as coisas que são realmente importantes para mim por falta de companhia. Meus amigos achavam Manu Chao ridículo e não quiseram me acompanhar. Fui sozinho, assisti e me emocinei com o show sozinho, sem ninguém para compartilhar. Azar é de quem perdeu. Experiência única. Quem ouve o disco não imagina que o show seja o mais animado do mundo, se pula, dança e canta todo o tempo. É daqueles espetáculos de sair todo suado implorando por uma cerveja bem gelada. E naquela noite de 2001 descobri que tenho que fazer por mim o que me faz feliz. Feliz fiquei, e muito.&lt;br /&gt;Ontem era minha revanche, estava com amigos queridos que iriam ver o show, nem que fosse por osmose. Aconteceu novamente, pulava, cantava e dançava freneticamente ao som do La Phaze e Manu Chao. Se disser que foi espetacular e magnífico estarei reduzindo o significado do que eu vi e senti. La Phaze, que descobri aquela noite me lembrou Asian Dub Foundation, faz um som com batidas eletrônicas, um tecladista que canta muito bem, um baixo e uma guitarra invocada nas distorções. Era uma Rave orgânica. Bites a mil e os instrumentos compondo a trilha sonora da catarse coletiva compassada pelo tambor de Manu Chao. Eram 5h e pouco da manhã e eu estava no bagaço, mas não consegui parar de me mexer, pulava a cada batida do tambor, dançava em roda com os amigos e suava em bicas. Valeu a pena esperar. Valeu cada segundo. Alegria é uma coisinha boa que não tem pra vender no supermercado (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hi, I’m from New Zeland&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já estava embebido no espírito “pluriétnico” da festa, avistei uma menina de trancinhas que caminhava apressada no caminho para casa. Disse a ela que era da Nova Zelândia e queria saber o nome dela. Ela contou que dois caras já a tinham enganado ( hahahaha). Não fui o único a pensar nisso (! ?) Ok, tudo bem, nem fico triste, idéia é boa mesmo. Depois de cansar da brincadeira, me reapresentei falando português e conversando coisas legais com a menina paulista, que não me deu chances de conhecer o acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rave, Don’t stop the bite, don’t stop !&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Do nada olhamos para o barranco e vimos uma tenda onde rolava uma Rave, lembrem-se eram quase 6h da manhã. Obviamente fomos conferir a parada, e se eu não estivesse exaurido, ficaria por lá mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você sabia que tem 5 McDonalds na Paulista ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Encontramos uns paulistas e caminhamos até o centro com eles. O cara falou que se guiava pelo McDonalds, fazendo graça porque Porto Alegre é uma cidade pequena. Falei pra ele que haviam várias lojas do tipo no centro, não apenas uma. O paulistão falou com orgulho: “Cinco McDonalds tem só na Av. Paulista” Pufffffff Azar é o dele (!) Mas fora isso os paulistas foram gente boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quando o desfecho se aproximava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não achava que aquela noite me traria mais alegrias, já estava de bom tamanho. Lara comentou que o vocalista e tecladista da La Phaze estava caminhando ao nosso lado. Fui conversar e pedi um autógrafo. Depois disso ele seguiu seu caminho com naturalidade pela praça Ruy Barbosa, como se soubesse onde estava indo. Como é bom ser mundano (!)&lt;br /&gt;Gustavo parava pra tomar uma Tônica, quando Lara me puxou pelo ombro e disse: “Olha aqui o que eu achei”&lt;br /&gt;Sim, era Manu Chao !&lt;br /&gt;Dei um abraço e disse que era muito fã. Depois dessa quebra de protocolo, engatamos um diálogo em Português (gringo esperto). Falei da minha alegria de ter visto o show de 2001 e do meu encantamento desse de 2005. Ele autografou um papel pra mim e me deu o e-mail dele. Prometendo que em 2006 volta para lançar cd com a banda. Mais um abraço e um obrigado sincero pela alegria que tinha me proporcionado. Um dos shows inesquecíveis da minha vida. Meu sorriso estava nas orelhas e fui feliz para pegar o ônibus pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Senhor Fiscal, tudo se acabou ( ! )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meus companheiros de xorna estavam quebrados e tivemos que descer no fiscal. Fomos caminhando do Fiscal até em casa, para quem não tem idéia, é muito longe. Mas o dia estava raiando e eu estava contente de mais pra me preocupar com isso. Agora são quase 17 horas e escrevo essa pequena (grande) história de um menino feliz que quer um mundo melhor e gosta&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Croassant de Chocolate.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ilustração dessa pequena história : &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.net/peza1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.fotolog.net/peza1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110685257798227958?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110685257798227958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110685257798227958' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110685257798227958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110685257798227958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/01/felicidade-social-mundial-dirio-de-uma.html' title='Felicidade Social Mundial - Diário de uma criança Feliz =)'/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10107753.post-110676715411742962</id><published>2005-01-26T10:16:00.000-08:00</published><updated>2005-01-26T11:38:14.396-08:00</updated><title type='text'>Como ? </title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Oi, desculpa a falta total de jeito, mas como se começa um Blog ? Não lembro como comecei o 1º Mamutes Milimétricos, será que é bom começar dando explicações “editoriais” sobre o Blog ? Não sei, não quero me preocupar com isso. Alias, a falta de jeito é tanta que não tenho nem idéia de como se faz para colocar aqueles espaços de comentários para que as pessoas possam dizer o que pensam sobre o post...Alguém se habilita ? Bom... vamos lá. Mamutes Milimétricos de volta:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu gosto de falar de músicas, fotografia, filmes... goste de observar as pessoas e de tudo que elas podem me ensinar, gosto de gostar das diferenças das delas. Cultivo o prazer em saber que somos lindos, grandes, complexos e bonitos a medida que somos todos universos diferentes e vivemos juntos... Pretendo que esse seja um epaço para registrar um pedacinho do meu ponto de vista sobre tudo aquilo que nos faz ricos: as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse é o Post que foi escrito dia 25.01 e não foi publicado por deficiência técnica do fotolog.net, junto com ele vai o post do dia de hoje, que pelo mesmo motivo, ficou guardado dentro de uma pasta aqui, sem ver luz do dia... vai lá... mostra pra eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Post não publicados no Fotolog.net – dias 26.01 e 25.01]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Post abaixo era pra ter sido publicado ontem, não deu, problemas de sempre com o fotolog =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me sinto melhor...&lt;br /&gt;não sei o que será do meu dia, provavelmente vá a Caminhada de Abertura do Forum Social Mundial e talvez fique pra ver os Shows do Manu Chao (um dos mais alegres e vibrantes que já vi até hoje [porto alegre @ araújo vianna - 1999 ? ]) e Bersuit Vergarabat uma banda Argentina muito legal, e interessante, assisti alguns clipes legais deles na MTV latina e gostei... vamos ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Post:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porque as vezes é assim que me sinto... Um Pato.&lt;br /&gt;Sou um Patinho porque não escondo o que sinto, se não gosto não gosto mesmo e faço cara feia. Me dou o direito de me chatear.&lt;br /&gt;Sou um pato porque estou pronto como cão: pega o jornal, pede carinho, balança o rabinho, busca bola e traz novamente, não importa a hora e a situação, babo nos sabatos de alguém e volta sozinho pra dormir no cesto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.a.t.o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foto foi "roubada" do fotolog [ http://www.fotolog.net/luizanews ], deixei um coment pedindo autorização para afanar a foto, mas a moça provavelmente nem vai notar. Mas se notar, Senhorita Luiza, desculpe-me, achei muito apropriada sua foto para o meu instante. Imagens representativas são difíceis de conseguir quando se trata de sentimentos associados com animais (frase ridícula, até me deu vontade de rir ! )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=/ Minha incompetência escancarada em assuntos de computador me molestando novamente (!) Não consegui postar a foto que pretendia para ilustrar esse Post, mas pros interessandos, o link completo com a foto é : &lt;a href="http://www.fotolog.net/luizanews/?photo_id=10070261"&gt;http://www.fotolog.net/luizanews/?photo_id=10070261&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenas, era isso. Beijos. Dêem mais valor aos Patos que rondam suas vidas. Tiago &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10107753-110676715411742962?l=mamutesmilimetricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/feeds/110676715411742962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10107753&amp;postID=110676715411742962' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110676715411742962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10107753/posts/default/110676715411742962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mamutesmilimetricos.blogspot.com/2005/01/como.html' title='Como ? '/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10049627971014744880</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
